RnC no Rimas e Batidas

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Acontece hoje a primeira edição de Rhythm’n’Culture, um evento que promete unir os “instrumentistas e produtores” que vão brotando por esse Portugal fora. A partir das 23 horas, Pimenta Caseira e Pité (MGDRV) tomam conta do Musicbox, em Lisboa, e assumem-se como os grandes anfitriões da festa.

Incluído no set do MC dos MGDRV estará a Lisbon Producer’s Pool, uma iniciativa que pretende trazer os criadores de beats para o centro da pista. Para fazerem parte da noite, o procedimento é relativamente simples: “Pedimos aos produtores interessados (e interessantes) para nos enviarem os ficheiros para pimentacaseira.music@gmail.com ou chegarem de pen drive à cabine. Durante os sets do Pité, os beats vão sendo tocados e faremos uma menção ao produtor, a menos que este prefira o anonimato. Não sabemos quantos vamos receber e por isso estamos a manter tudo em aberto, importante é que nos juntemos todos para ouvir bom som nosso e dos outros e o resto vamos ‘tocando de ouvido’.”

Para vos ajudar a fazer o trabalho de casa antes de arrancarem para o Cais do Sodré, o Rimas e Batidas esteve à conversa com Guilherme Salgueiro, músico que já tocou com NBC, DJ Ride ou Moullinex e que faz parte dos Pimenta Caseira, e Miguel Pité:

Como surgiu a oportunidade para começarem esta nova residência no Musicbox?

Estávamos com saudades do Cais, onde tocámos semanalmente durante dois anos. Pareceu-nos que algum público estava com saudades também e por isso aceitámos o convite do Pedro “La Flama” Azevedo.

Esta ideia da Lisbon Producers Pool foi algo que já estavam a pensar há algum tempo? A ideia original é de quem?

A ideia vem da cultura do trap de Atlanta, onde os produtores estão em casa a fazer beats e depois os levam às casas de strip para ver se os corpos se abanam. Queremos fazer o mesmo com a cena crescente de produção em Lisboa e não só. Disclaimer: toda a gente estará vestida.

Como é que chegaram a este conceito?

O Pité é colega de estrada do Zé Maria (a.k.a. Yo-Self e Doutor DiVago) e desde então temos vindo a estreitar relações e juntar forças musicais entre crews ( MGDRV, HMB, NBC e outras siglas sem IVA). Sentimos uma conexão musical das duas partes e uma vontade de querer trabalhar juntos noutras coisas, sendo que já tínhamos tido a oportunidade de tocar com os MGDRV quando éramos a banda do DJ Ride.

Qual é a sua relevância e importância num momento como este?

Queremos aproximar pessoas e correntes que, pela natureza do trabalho solitário de produção, se encontram pouco e quase só se conhecem de nome. Queremos encurtar a distância entre instrumentistas e produtores. Afinal, todos fazemos música e todos vivemos para ela.

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